Quando o polegar começa a limitar tarefas simples
A tenossinovite de De Quervain provoca dor no lado do punho próximo ao polegar. Ela pode incomodar ao abrir potes, torcer uma toalha, digitar, usar o celular, segurar uma criança ou levantar objetos com a mão aberta. Às vezes há inchaço e sensação de atrito ao mover o polegar.
O problema envolve os tendões que passam por um pequeno túnel nessa região. Quando há irritação e aumento de sensibilidade, os movimentos repetidos e as cargas ficam dolorosos.
Quem costuma apresentar
Pode acontecer depois de mudança brusca de atividade, aumento de treino, trabalho manual ou muitas horas segurando o celular. Também é frequente no período pós-parto, quando o punho sustenta o bebê repetidamente. Não significa que a pessoa usou a mão de forma errada; costuma existir uma diferença entre a carga recebida e a capacidade atual do tecido.
Como é feita a avaliação
O diagnóstico é principalmente clínico. O profissional observa o local exato da dor, a força, o movimento e quais tarefas reproduzem o sintoma. Testes que tensionam os tendões podem ajudar, mas não devem ser interpretados isoladamente. Ultrassom ou ressonância ficam reservados para dúvida diagnóstica ou evolução fora do esperado.
É importante diferenciar De Quervain de artrose da base do polegar, irritação nervosa, lesão após trauma e outras causas de dor no punho.
O que fazer no início
Reduza temporariamente as tarefas que mais irritam, mas evite abandonar todo movimento. Ajustar a forma de segurar objetos, usar as duas mãos e manter o punho mais neutro diminui a carga. Gelo pode aliviar após atividades, embora não trate a causa. Medicamentos e infiltração precisam de avaliação médica.
Uma órtese que estabiliza punho e polegar pode ser indicada por período curto. Ela não deve virar dependência: a meta é controlar a irritação e depois recuperar movimento, força e confiança.
O que a evidência mostra
Uma revisão sistemática com metanálise em rede concluiu que a associação de infiltração com corticosteroide e imobilização curta com órtese tipo polegar oferece bons resultados como primeira linha em muitos casos. A decisão depende da intensidade, do tempo de sintomas, das condições de saúde e da avaliação médica.
A fisioterapia participa do controle de carga, orientação das tarefas, recuperação de mobilidade e fortalecimento gradual. Exercícios isolados não devem ser apresentados como cura universal, mas são úteis para devolver capacidade à mão e reduzir recaídas quando o quadro permite.
Como tratamos no Instituto
- Confirmamos se o padrão é compatível com De Quervain;
- Identificamos tarefas e cargas que mantêm a irritação;
- Orientamos adaptações possíveis no trabalho, treino e cuidado com o bebê;
- Usamos recursos para analgesia e mobilidade quando indicados;
- Progredimos exercícios de polegar, punho e antebraço;
- Encaminhamos para avaliação médica quando a infiltração ou outra investigação pode ser necessária.
Quando procurar atendimento rapidamente
Procure avaliação após queda ou trauma, deformidade, perda importante de força, dormência persistente, vermelhidão intensa, febre ou dor que piora continuamente.
Perguntas frequentes
É causada pelo celular? O celular pode aumentar a carga, mas raramente é a única causa. O quadro costuma resultar de repetição, força, recuperação insuficiente e sensibilidade individual.
Preciso parar de usar a mão? Não completamente. O objetivo é adaptar as atividades dolorosas e manter movimentos tolerados, progredindo a carga.
Cirurgia é comum? Não é a primeira opção. Costuma ser considerada quando o tratamento conservador bem conduzido não resolve.
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Referência
Dor no punho não precisa virar uma limitação permanente. Agende uma avaliação com a equipe do Instituto Dra. Vanessa Alves, em Boa Viagem (Recife).
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou fisioterapêutica individual.
